terça-feira, 1 de junho de 2010

Israel desmente missão humanitária na Faixa de Gaza

Comunidade Internacional condena ataque ao barco que levava ajuda à região

O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, afirmou nesta segunda-feira, 31 de maio, que os barcos que seguiam em direção à Faixa de Gaza, no Oriente Médio, não era de missão de paz, e sim de terroristas. O grupo teria atacado aos militares da Força de Defesa Israelense (FDI), ao serem abordados.

O país hebreu diz que o que ocorreu na região foi “uma violência pré-planejada pelos integrantes que atacaram os soldados”. Para o Vice-ministro israelense, Danny Ayalon, “a armada de ódio e violência em apoio à organização terrorista Hamas foi uma provação premeditada e ultrajante”.

Israel alega também que se o grupo estivesse indo em missão humanitária teria aceitado a oferta de que os militares realizassem a entrega da ajuda às Nações Unidas (ONU) ou à Cruz Vermelha, e que o interesse dos organizadores era romper o bloqueio à Gaza.

Um comboio de barcos seguia em direção à Faixa de Gaza para levar ajuda humanitária. Havia cerca de 600 pessoas de 32 países, na maioria turcos, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Turquia. As Nações Unidas afirmam que há pelo menos 14 mortos e algumas dezenas de feridos.

O ataque foi condenado pela Comunidade Internacional. O Chanceler brasileiro, Celso Amorim, convocou o Embaixador israelense no Brasil para expressar a indignação do governo com a tragédia e a preocupação com a cineasta Iara Lee, que estava no comboio e não se tinha notícias. Mas, segundo o site G1, ela já foi localizada pelas autoridades locais.

“Queremos destacar que o derramamento de sangue hoje poderia ter sido evitado, se Israel tivesse escutado os repetidos apelos para terminar com o contraproducente e inaceitável bloqueio a Gaza”. Destacou o Subsecretário da ONU, Oscar Fernández Taranco.

Além da Organização dos Estados Americanos (OEA), diversos governos, como, Argentina e México, por exemplo, criticaram a ação israelense e exigiram uma investigação sobre ocorrido e que o governo israelense libere o acesso à Gaza.

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