segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Número de vítimas da Região Serrana do RJ já é superior ao do terremoto do Chile

Esta notícia poderá ser atualizada.

Até às 20h, deste domingo (23/1), o número de mortos na Região Serrana do Rio de Janeiro chegava a 809, de acordo com a Secretaria de Saúde e Defesa Civil (Sesdec). Com isto, se ultrapassa o Chile, no que diz respeito a tragédias naturais nos últimos anos, registrando na ocasião 802 vítimas fatais, em decorrência do terremoto de 8,8 graus Richter, em fevereiro do ano passado.

Municípios que já possui mortos

Nova Friburgo

É o município que registra maiores perdas humanas, 391 até então, além de 3.220 desalojados e 1.323 desabrigados.

Teresópolis

Pelo menos 327 mortos, 1.300 desalojados e 1.200 desabrigados.

Petrópolis

Cerca de 66 vítimas fatais, 3.662 desalojados e 318 desabrigados.

Sumidouro

22 mortos, 290 desalojados e 109 desabrigados.

São José do Vale do Rio Preto

Recentemente a cidade entrou nas estatísticas do governo do RJ, com dois mortos e 3.665 desabrigados. Não foi informado a quantidade de desalojados.

Bom Jardim

Uma morte, 1.186 desalojados e 632 desabrigados.

Municípios que ainda não registrou mortes

Areal

1.031 desalojados e 1.469 desabrigados.

Carmo

40 desalojados e 12 desabrigados.

Cordeiro

53 desabrigados. Não foi informado o número de desalojados.

Macuco

28 desalojados e 24 desabrigados.

Paraíba do Sul

77 desabrigados. Também não foi informado o número de desalojados.

Santa Maria Madalena

288 desabrigados e 44 desabrigados.

São Sebastião do Alto

32 desalojados e 68 desabrigados

Sapucaia

30 desalojados e 140 desabrigados

Total de desalojados e desabrigados

No total existem cerca de 11.127 desalojados e 9.179 desabrigados.

Entenda o caso

O número de vítimas fatais ainda pode subir, já que existe muita gente desaparecida, por causa das fortes chuvas que caem na região desde o dia 11 deste mês.

Na última quarta-feira (19), o Banco Mundial (BIRD) emprestou US$ 485 milhões de dólares (cerca de R$ 810 milhões), para ajudar na prevenção de catástrofes naturais, e na construção de moradias.

Cerca de duas mil casas populares serão construídas, por conta própria, por um grupo de empresas, e doadas às vítimas dos municípios mais atingidos (Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis). O Estado cederá os terrenos e a infraestrutura.

Pelo menos mil e 200 famílias já se cadastraram para receber por 12 meses o Aluguel Social, programa do governo do Rio que financia o aluguel a desabrigados. Nos três cidades mais atingidas o valor será de R$ 500. Nos demais, será de R$ 400.

Uma operadora de telefonia local disponibilizou gratuitamente cerca de 35 mil telefones, permitindo fazer ligações por 30 dias, para que os sobreviventes pudessem contatar os familiares. Além disso, os orelhões também foram liberados para realizar chamadas. Também foram colocadas lan houses e serviço de banda larga com acesso à internet.

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