quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Brasil resiste em reconhecer ao governo de Honduras

Imagem: Presidência da República/Divulgação


Encontro entre Insulza e Dilma Rousseff


A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (22/2), ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza que o Brasil só poderia reconhecer o novo governo de Honduras se os direitos políticos do ex-líder, José Manuel Zelaya, fossem respeitados. O encontro (foto) ocorreu em Brasília.

No dia 28 de junho de 2009, Zelaya foi deposto do cargo após um golpe de estado. Ele foi acusado de crime contra a Constituição, por tentar promover um referendo popular que pudesse lhe garantir outro mandato, o que é proibido lá.

O golpe foi apoiado pela Igreja Católica local, que temia que Honduras se tornasse outra Venezuela, devido aos estreitos laços entre os dois mandatários.

Durante o governo de Lula, o Brasil foi o primeiro país a retirar seu embaixador, como forma de protesto, o que foi seguido por outras nações, como Venezuela.

Zelaya foi levado até a Costa Rica, mas voltou escondido ao seu país e buscou asilo político na Embaixada brasileira, na capital Tegucigalpa. Além da família, outros partidários fizeram o local de hotel. Água, energia elétrica e telefonia: tudo foi cortado para tentar isolar os que estavam lá dentro, na tentativa de forçá-los a sair. Os militares, inclusive, colocaram bloqueadores de celulares. Pode-se dizer que os companheiros de Zelaya foram egoístas: não quiseram dividir com os empregados da Embaixada a comida que chegava da Cruz Vermelha. Muitos passaram fome. Mas, porque não foram em casa se alimentarem?: Não podiam, pois se saíssem de lá não poderiam voltar, já que as autoridades hondurenhas estavam bloqueando o acesso. Foi preciso pedir auxílio à Embaixada dos EUA na região.

No final daquele mesmo ano, uma nova eleição deu vitória a Porfírio Lobo para tentar conter a crise, que fez com que o país fosse excluído da OEA. Depois de algum tempo, três governos do bloco reconheceram o novo líder: Estados Unidos, México e Chile.

Atualmente, Zelaya vive na República Dominicana.

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