quarta-feira, 16 de março de 2011

Japão pede calma ao mundo mediante a tragédia que assola o país

Informação atualizada em 17/03/2011, às 3h18

Número de mortos já passa de cinco mil; há mais de nove mil desaparecidos, entre eles, 500 estrangeiros.

O Ministério de Negócios Estrangeiros do Japão pediu, nesta quarta-feira (16/3), à comunidade internacional, para manter a calma diante do caos que toma conta do país: governos de diversas nacionalidades têm recomendado que seus cidadãos evitem de viajar para lá, e os que estão na região devastada pelo tsunami, que a deixem.
Imagem: ONU/Divulgação

Costa do Japão, após terremoto e tsunami.

Angola, Bahrein e Iraque, por exemplo, informaram que estão removendo temporariamente suas Embaixadas para fora de Tóquio. Já o Panamá e a Áustria decidiram transferir seus escritórios para outras partes do país, de acordo com a imprensa local.

Já o governo chinês recomendou que as agências de turismo cancelem ou adiem as viagens para o Japão, devido à gravidade no que diz respeito aos níveis elevados de radiação emitidos durante a explosão dos reatores 1, 3, 2 e 4 da usina nuclear de Fukushima.

Imagem: ONU/Divulgação

Explosão de um reator nuclear: consequência do terremoto do dia 11/3.

Recentemente, o Itamaraty pediu também que os brasileiros evitassem de ir para lá, até que a situação se normalizasse.

Devido às dificuldades para resfriar os reatores, a energia – apesar de ser limpa – já está sendo considerada “apocalíptica”, por especialistas. Desde então, seu uso já começou a ser repensado pela comunidade internacional. O presidente venezuelano, Hugo Chávez informou disse, nesta terça-feira (15), que pretende suspender investimentos nesse tipo de energia. Já no Chile, senadores aprovaram, por 14 votos a favor e dois contra, um projeto no qual pede ao presidente Sebastian Piñera a suspensão de projetos que envolvam o uso de energia nuclear, uma vez que naquela nação sul-americana também ocorre terremotos de grandes magnitudes, o que poderia fazer com que o país vivesse uma situação parecida a dos nipônicos. Enquanto, no Brasil, o Greenpeace solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) que suspenda a construção da nova usina nuclear de Angra III, em Angra dos Reis, município fluminense.

A entidade ambiental pede mais clareza por parte das autoridades asiáticas sobre a real situação do país, visto que uma das grandes preocupações é que o material radioativo se espalhe.

O G-7, grupo dos sete países mais ricos, já começou a discutir sobre o impacto que a tragédia poderá provocar na economia japonesa. Estima-se que os prejuízos podem chegar a US$ 171 bilhões de dólares.

Até a madrugada desta quinta-feira (16), já tinham sido confirmadas 5.198 mortos, desde a última sexta-feira (11), quando um terremoto de 9 graus Richter e um tsunami de 10 metros de altura devastaram o nordeste do país. Cerca de nove mil pessoas ainda estão desaparecidas, entre elas 500 estrangeiros.

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