quinta-feira, 3 de março de 2011

Petrobras volta a investir na Bolívia, mesmo após a nacionalização do gás em 2006

A estatal brasileira e a Repsol assinam acordos para explorar jazidas petrolíferas na Bolívia

Mesmo após ter dito, em 2006, que não investiria mais na Bolívia, após a nacionalização do petróleo e do gás, a Petrobras, por meio de sua filial naquele país, volta a investir naquele país. Junto a ela está a YPF argentina, filial da Repsol. Ambas assinaram, nesta quarta-feira (2/3), seis acordos de estudos de capacidade e exploração das reservas petrolíferas da estatal boliviana, YPFB.

Não foram informados valores da negociação, no entanto, serão as duas prestadoras que vão arcar com todas as despesas.

A companhia brasileira atuará nas regiões de Astillero, Sunchal e San Telmo, na província de Tarija. Enquanto a empresa argentina, em Capiguazuti, Río Salado e Yuchán.

“A chegada da YPF da Argentina e o compromisso da Petrobras de seguir investindo na Bolívia, pra gente é significativo e importante”, ressaltou o presidente da YPFB, Carlos Villegas.

De acordo com o representante da Petrobras, Cláudio Castejon, a intenção da empresa é continuar investindo naquele país. “Estamos fazendo fortes investimentos e vamos continuar reafirmando esse compromisso com a assinatura deste convênio de estudos nas áreas exploratórias”, destacou.

Em 2006, a petrolífera brasileira tinha informado a suspensão de investimentos na Bolívia, desde que seu presidente, Evo Morales, nacionalizou as reservas de petróleo e gás no país. Na ocasião esse governo teria colocado militares para se apoderarem da filial, gerando um mal-estar entre os dois países, mas que parece ter sido superado.

O Brasil foi surpreendido com a medida, uma vez que depende bastante do gás natural do país vizinho. Na época, a oposição criticou o presidente Lula, exigindo de sua parte uma postura mais forte em relação ao colega, Evo Morales. Os investimentos giravam em torno de R$ 2 bilhões, pelo menos.

A imprensa divulgou recentemente – com base nos documentos do Wikileaks – que La Paz teria sido supostamente induzida pelo líder venezuelano, Hugo Chávez, a nacionalizar a companhia brasileira.

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