terça-feira, 5 de abril de 2011

Despejo de água contaminada no Japão causa mais preocupação

Mortes já passam dos 12 mil, e desaparecidos, dos 15 mil.

A preocupação internacional com a crise nuclear no Japão aumentou, desde que a Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (Tepco) comunicou que começaria a despejar água contaminada no mar, a partir desta segunda-feira (4/4), na tentativa de controlar a crise que assola o país e assim liberar espaço para a água do reator 2, da usina 1, em Fukushima. Inicialmente, seriam lançadas 11,5 mil toneladas de água radioativa. A quantidade de iodo-131 seria 100 vezes acima do limite permitido por lei. A Coreia do Sul, por exemplo, já se manifestou diante do caso, alegando que o Japão poderia estar violando leis internacionais ao jogar água contaminada no mar.

No entanto, a prestadora de serviço detectou uma quantidade desse material radioativo de 7,5 milhões de vezes acima do limite legal, em águas marítimas próximas à usina. A empresa também afirma que o nível de exposição à radiação, de 0,6 milisiervet, é inferior ao limite anual de 1 milisiervet, mesmo que se consumisse algas e peixes diariamente por um ano, informou a imprensa local.

Foram detectados uma alta concentração de césio radioativo – 526 becquerels – em pequenos peixes, em águas próximas à província de Ibaraki, ao sul de Fukushima. Recentemente, já haviam encontrado material contaminante em uma fazenda produtora de leite e em espinafre.

O diretor-geral da Organização Internacional de Energia Atômica (OIEA), Yukiya Amano, recomendou a governos do mundo inteiro que levassem em consideração as preocupações pela segurança nuclear, as inquietudes e os questionamentos por milhões de pessoas.

“A prioridade imediata é superar a crise e estabelecer os reatores, mas também devemos iniciar um processo de reflexão e avaliação”, frisou o diretor da OIEA.

Mais de 300 mil moradores de áreas próximas à usina foram removidos para abrigos temporários. O governo nipônico disse que poderá pagar indenizações a essas pessoas prejudicadas pelo acidente nuclear.

Pelo menos 12.431 mortes já foram confirmadas, desde que um forte terremoto de 9 graus Richter e um tsunami de 16 metros de altura devastaram o país, no dia 11 de março. A região de Miyagi é a que registra o maior número, 7.571. Outras 15.513 pessoas permanecem desaparecidas. Com isso, a cifra de falecimentos poderia chegar a 28 mil, estimam as autoridades.

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