sexta-feira, 8 de abril de 2011

Rio: Sindicato dos professores convoca paralisação das escolas para pedir mais segurança

Por causa da tragédia ocorrida nessa quinta-feira (7/4), numa escola pública de Realengo, zona oeste do Rio, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ (Sepe-RJ) está convocando as escolas públicas e particulares da capital carioca a uma paralisação extraordinária (de 24 horas) para protestarem contra a falta de segurança nos colégios. O evento ocorrerá nesta sexta-feira (8), às 10h, na Cinelândia, no centro.

O departamento jurídico do Sindicato já estuda uma forma de processar criminalmente a Prefeitura – responsável pelas escolas municipais – e o governo do Estado – responsável pela segurança pública – com base no artigo 132, do Código Penal Brasileiro, que trata sobre o perigo iminente de exposição à vida e à saúde.

O ex-aluno Wellington de Oliveira Menezes, de 24 anos, matou a tiros 12 alunos (10 meninas e dois meninos) da Escola Municipal Tasso Silveira, e feriu outras 12 (também 10 meninas e dois meninos), que estão internadas em hospitais, como: Adão Pereira Nunes (em Duque de Caxias), Albert Schweitzer (em Realengo), Pedro Ernesto (em Vila Isabel), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia-Into (no centro do Rio) e o Hospital Central da PM (também no centro).

O que mais chamou a atenção foi a predileção do atirador em ferir as meninas. Chegou-se a pensar que o mesmo teria sofrido de Bullying, um tipo de violência psicológica e/ou física que muitos jovens passam, principalmente nos escolas, mas logo foi descartado pelas autoridades.

O assassino chegou a ser baleado por um policial militar e teria cometido suicídio. O criminoso – considerado um psicopata pelo governador fluminense, Sérgio Cabral, e pelo presidente regional da OAB-RJ, Wadih Damous – teria deixado uma espécie de carta-testamento, doando a casa em que vivia para instituições protetoras dos animais, e com instruções de que “impuros” não poderiam tocar o corpo dele sem luvas, além de ser enterrado despido e banhado a seco para ter o corpo coberto com um lençol branco.

Para o representante dos advogados, é preciso rever a questão da lei do desarmamento no país, diante da tragédia.

Segundo o Jornal do Brasil, o enterro de grande parte das crianças ocorrerá no Cemitério do Murundu, em Realengo, por volta das 11h.

A tragédia chocou o país e repercutiu mundialmente em sites, como: “Washington Post” (EUA), “El País (España), “Clarín” (Argentina), “El Tiempo” (Colômbia), “Globovisión” (Venezuela), entre outros.

A presidenta Dilma Rousseff, que manifestou interesse de ir ao velório, decretou três dias de luto no país, e quase chorando pediu um minuto de silêncio em homenagem a esses brasileirinhos que foram retirados tão cedo da vida”.

O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes decretaram sete dias de luto oficial em decorrência da tragédia.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, essa quinta-feira “é um dia de luto para educação brasileira”.

Em nota, a Organização das Nações Unidas para a Infância (Unicef) condenou a matança.

Pelo menos sete psicólogos e 15 assistentes sociais já estariam prestando atendimento aos alunos, professores e familiares das vítimas, segundo o governo do Estado.

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