segunda-feira, 2 de maio de 2011

Morte de Osama Bin Laden é comemorada

A morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, foi comemorada por americanos, líderes estrangeiros, além do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para a entidade internacional é uma “boa notícia” que o terrorista não volte mais a cometer atos do gênero.

“Este é um importante e contundente golpe ao terrorismo global. Se demonstra, uma vez mais, que cedo ou tarde os terroristas caem. Na luta contra o terrorismo só há um caminho: perseverar, perseverar e perseverar”, destacou o líder colombiano, Juan Manuel Santos, parabenizando o feito estadunidense.

Para o mandatário peruano, Alan Garcia, “a morte do fim do fundador e líder da Al-Qaeda põe fim a uma dolorosa página da história internacional”.

O presidente do Conselho de Segurança neste turno, Gérard Araud, disse que “o terrorismo não pode e nem deve estar vinculado com nenhuma religião, nacionalidade, civilidade ou grupo”.

Já para o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, representa um marco histórico na luta global contra o terrorismo.

Às 23h35, deste domingo, 1/5 (0h35, de segunda-feira, 2/5, em Brasília), o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou que o inimigo número um de seu país, Osama Bin Laden, teria sido morto por militares estadunidenses no Paquistão, com um tiro na cabeça, durante uma operação, sem conhecimento das autoridades locais. As fotos do terrorista morto ainda não foram divulgadas. O chefe de Estado disse que sua guerra não era contra o islamismo, e sim contra o terror.

“Há quase 10 anos, um lindo dia de setembro foi obscurecido pelo pior ataque ao povo americano na nossa história. As imagens do 11 de Setembro estão marcadas em nossa memória nacional - aviões sequestrados cruzando o céu limpo de setembro, as Torres Gêmeas desabando. A fumaça negra subindo do Pentágono, os destroços do voo 93 em Shanksville, Pensilvânia, em que as ações de heróicos cidadãos impediram mais tristeza e destruição”, lembrou Obama, durante seu pronunciamento.

A morte do líder da Al-Qaeda ocorreu faltando alguns meses para completar 10 anos do pior atentado terrorista dos Estados Unidos, que deixou cerca de três mil mortos.

Em nota, o governo argentino afirma que a morte de Bin Laden coloca novamente o terrorismo como tema central da sociedade, e condena quem utiliza a política ou a religião para cometer crimes. “A Argentina deseja que os acontecimentos das últimas horas não desviem aos povos do Oriente Médio do caminho das mudanças em paz”, ressalta o documento.

O governo venezuelano condenou a operação militar e disse que “não se pode combater terror com terror, nem violência com violência”, e destaca que foram os Estados Unidos que treinaram Bin Laden, que depois se voltou contra eles. Em nota, Caracas pede o fim das ocupações por parte de militares estadunidenses na Ásia Central, “com a suposta intenção” de neutralizar o líder da Al-Qaeda.

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