sábado, 24 de setembro de 2011

Palestina pede oficialmente na ONU ser reconhecida como Estado

Informação atualizada em 24/09/2011, às 22h56

Para embaixador israelense em Brasília, reconhecimento sem acordo de paz pode ser "prematuro" e "perigoso"

A Palestina pediu oficialmente às Nações Unidas, para ser reconhecida como Estado, nesta sexta-feira (23/9), quando o presidente Mahmoud Abbas entregou uma carta ao secretário-geral Ban Ki-moon, durante a 66ª Assembléia Geral, em Nova Iorque (EUA).

O documento será entregue ao Conselho de Segurança da Instituição, que se reunirá no próximo dia 26 de dezembro para analisar o pedido. No entanto, já se espera um veto por parte dos Estados Unidos a favor dos israelenses.

Mas, para o secretário geral da ONU, a Palestina “satisfaz os requisitos para ser integrante da Organização e se compromete cumprir estritamente todas as obrigações contidas na Carta das Nações Unidas”.

“Depois de séculos de deslocamentos e de ocupação colonial e de sofrimentos intermináveis, meu povo clama por viver em liberdade como qualquer outro povo da Terra, numa pátria soberana e independente”. Com essas declarações, o presidente palestino foi aplaudido por representantes de todos os países presentes no evento.

Depois que o representante palestino confirmou ter feito o pedido à ONU, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o convidou para se reunirem de imediato e voltar a discutir o processo de paz entre os dois países.

“Voamos milhares de milhas até Nova Iorque. Agora estamos na mesma cidade, no mesmo edifício. Portanto, nos reunamos hoje, aqui, nas Nações Unidas. Quem vai impedir isso se realmente queremos a paz?”, expressou o representante hebreu.

“Presidente Abbas, eu lhe estendo a minha mão, a mão de Israel, em paz. Confio que vai estreitá-la. Ambos somos filhos de Abraão. Meu povo o chama de Abraão, o seu o chama de Ibraim. Compartilhamos o mesmo patriota. Habitamos a mesma terra. Nossos destinos estão entrelaçados”, continuou Netanyahu.

Países como Brasil, Venezuela e Argentina já reconhecem a nação asiática. O apoio aos palestinos teve um apelo forte da líder argentina, Cristina Kirchner, que não desperdiçou a oportunidade para também reclamar a posse das Ilhas Malvinas (Falklands, para os ingleses). O gigante sul-americano reconhece o país com base nas fronteiras de 1967.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegou a propor que dessem aos palestinos o status de “Estado observador”, o mesmo concedido ao Vaticano, que não tem poder de voto nas decisões da ONU.

Em um artigo publicado na última terça-feira (20), no jornal Folha de São Paulo, o embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, disse que seu país é a favor de uma solução pacífica para o conflito na região, com a formação de dois Estados: um judeu para os israelenses e um árabe para os palestinos. Porém, considera “prematuro” e “perigoso” o reconhecimento de um Estado palestino sem negociar diretamente com Israel. Para o embaixador, o pedido feito às Nações Unidas violaria acordos já existentes entre ambos os países.

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