domingo, 2 de outubro de 2011

Irã: pastor pode ser sentenciado à morte por ser cristão

Informação atualizada em 03/10/2011, à 1h35

Yousef Nadarkhani é acusado de apostasia, por renegar o islamismo, religião de sua família.

Entidades de direitos humanos temem que o pastor iraniano Yousef Nadarkhani, de 33 anos, seja executado, por causa de sua fé no cristianismo. Ele estaria sendo acusado de “apostasia”, por renunciar ao islamismo. Seu julgamento terminou na última quinta-feira (29/9), de acordo com a Anistia Internacional.

Apesar de o Código Penal Iraniano não mencionar nada sobre apostasia, o pastor poderá ser condenado com base na Charia – lei islâmica – e pelo fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini. Para a ONG Human Rights Watch (HRW), ele deveria ser libertado imediatamente.

A justiça iraniana teria tentado obrigá-lo a renunciar o cristianismo, mas ele teria se recusado três vezes. A última, no dia 28 do mês passado, durante um tribunal de apelação.

A HRW afirmou, nesta sexta-feira (30), que o Irã deveria respeitar o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, do qual faz parte. Lembrando também que, a constituição daquele país reconhece o cristianismo como uma religião minoritária.

Em nota, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse estar "profundamente preocupada" com o pastor e com os relatos de repressão das autoridades iranianas, mesmo quando estas teriam feito manifestações de apoio aos direitos e liberdade de seus cidadãos. Ela afirmou que, os Estados Unidos estão com a comunidade internacional e todos os iranianos, contra as declarações e atitudes "hipócritas" por parte do governo de Mahmoud Ahmadinejad. E acrescentou que, jornalistas e cineastas estariam sendo presos e, seus trabalhos, censurados.

Yousef Nadarkhani está preso desde outubro de 2009. Ele teria nascido de uma família muçulmana, mas aos 19 anos, adotado a fé cristã.

As autoridades iranianas supostamente estariam perseguindo os evangélicos no país. Só em julho do ano passado, pelo menos 15 pessoas teriam sido presas. Entre dezembro de 2010 a janeiro deste ano, mais 70 pessoas. Estima-se que pelo menos 250 foram encarceradas. No entanto, esses prisioneiros não estariam sendo acusados de “apostasia”, mas de supostamente estarem agindo contra a “segurança nacional”, de fazerem “propaganda contra o regime” e de “insultar as santidades islâmicas”.

Em outubro do ano passado, o líder supremo, o aiatolá Seyed Ali Khamenei teria dito que era “necessário combater as crenças falsas e enganosas”, uma possível referência às igrejas evangélicas ou protestantes.

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