sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Para a ONU, reconhecimento da Palestina pela Unesco não beneficia a ninguém

EUA, Canadá e Israel suspendem ajuda à Unesco, após esta reconhecer a Palestina como Estado-membro.

O secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse nesta quinta-feira (3/11), que o reconhecimento da Palestina na Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura) não beneficia a ninguém.

Mesmo ainda não tendo sido reconhecida como Estado-membro pela ONU, a Palestina conseguiu esse feito na Unesco, uma das instituições vinculada às Nações Unidas, na última segunda-feira (31/10). Dos 173 países membros, 107 votaram a favor (entre eles: Brasil, Argentina, Venezuela, Angola, Arábia Saudita, China etc.). 14 votaram contra (entre eles: Estados Unidos, Israel, Canadá, Suécia, Alemanha e Austrália). E 52 se abstiveram (entre eles: Albânia, Bahamas, Colômbia e Dinamarca).

Desde então, pelo menos três países teriam suspendido a ajuda financeira à Unesco: Estados Unidos, Canadá e Israel. Só a doação norte-americana é de mais de 60 milhões de dólares anuais, o equivalente a 22 por centos do orçamento da Unesco. Os israelenses anunciaram nesta quinta-feira (3/11), o congelamento da ajuda anual de dois milhões de dólares.

O secretário geral também disse estar preocupado com o governo hebreu, que em resposta à inclusão da Palestina, decidiu aumentar o número de assentamentos, de aproximadamente mil para dois mil.

Em setembro passado, os palestinos pediram oficialmente às Nações Unidas o seu reconhecimento como Estado-membro, e ainda aguarda resposta. Na Unesco isso só foi possível, porque todos os países participantes podem votar, enquanto na ONU, a decisão fica a cargo do Conselho de Segurança.

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