sexta-feira, 13 de abril de 2012

Crise no ensino superior deixa 62 mil estudantes sem aula no Rio de Janeiro

Informação atualizada em 13/04/2012, às 9h15
Professores da UniverCidade e Universidade Gama Filho paralisam aulas por atrasos nos pagamentos

Imagem cedida por Luciana Chagasteles
Cerca de 62 mil estudantes do ensino superior, no Rio de Janeiro, estão sem aulas desde a última segunda-feira (9/4). O motivo é a paralisação dos professores da Universidade Gama Filho (UGF) e UniverCidade, que decidiram interromper as atividades, porque estariam com pagamentos atrasados. Por causa disso, os alunos estariam organizando manifestações no campus da UniverCidade, em Ipanema, às 9h da manhã desta sexta-feira (13). Vários banners e cartazes estariam sendo criados, inclusive, o de um palhaço zangado (foto), o que é inédito, já que palhaço sempre está sorrindo ou chorando. Também teriam criado uma petição online contra o grupo gestor.

No entanto, a Galileo Educacional – grupo que comprou no ano passado as duas faculdades – informou que desconhecia a paralisação, de acordo com o site Opinólogo, de propriedade do mesmo jornalista deste LEITURA SUBJETIVA, nessa quarta-feira (11).

À imprensa, o grupo controlador disse que não se pronunciaria sobre a suspensão das aulas. No entanto, por meio de sua assessoria, divulgou uma nota, afirmando que a situação estaria resolvida em 72 horas. Segue-a, na íntegra:

“A Galileo Educacional, mantenedora da Universidade Gama Filho e da UniverCidade, informa que a paralisação teve adesão de poucos professores da UniverCidade. Devido à complexidade do processo de fusão entre as instituições, esses profissionais estão com o salário do mês corrente atrasado. O problema, segundo a Galileo Educacional, será resolvido em 72 horas. Na Gama Filho, que está com os salários em dia, a situação é normal, com atuação integral do quadro docente”.

Além de salários atrasados, os docentes não teriam recebido os pagamentos do 13° de 2007 e 2011. Nem o pagamento do FGTS de 2003 teria sido efetuado, tampouco o recolhimento do INSS desde 2006, segundo o Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio). Ao que parece, a Galileo Educacional teria depositado um dinheiro na conta dos funcionários, nesta quinta-feira (12). Acredita-se que seja referente a 50 por cento do pagamento de janeiro. Mas, tal informação será confirmada daqui a pouco, de manhã, durante uma reunião com o pró-reitor Wanderley Cantieri.

Ainda, conforme noticiado pelo site Opinólogo, a crise teria se agravado em dezembro passado, quando os professores ainda não tinham recebido o salário de novembro, faltando apenas dois dias para o natal. Naquela ocasião, centenas de docentes da UniverCidade e da UGF teriam sido demitidos. Os desta faculdade tiveram que ser readmitidos, depois que a Justiça Trabalhista anulou as demissões. E em janeiro deste ano, o estopim, depois que os alunos foram surpreendidos com boletos bancários com reajustes de 25 por cento.

“Eu não tive natal, nem ano novo. Não sei o que foi carnaval. Muito menos páscoa. Porque não tive dinheiro pra comprar nada!”, comentou um docente ao LEITURA SUBJETIVA.

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