quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Jornal paraguaio classifica Marco Aurélio Garcia como pérfido e a Hugo Chávez como um gorila

País discute conseqüências do suposto golpe que depôs Fernando Lugo e sua exclusão de blocos econômicos regionais

O diário paraguaio ABC publicou, nesta quarta-feira (29/8), um editorial intitulado “Na latrina do Mercosul”, no qual classifica o assessor do Itamaraty Marco Aurélio Garcia como um estrategista “pérfido” e ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, como um “gorila”.

“A tudo isso se soma o odioso critério de nossos vizinhos, expressado com particular perfídia pelo assessor de Relações Internacionais da República do Império do Brasil, ao que se tenta dissimular com a fachada de uma República, Marco Aurélio Garcia, quando atestou que se o nosso país voltar ao bloco [Mercosul] depois das eleições no próximo ano, ‘deve se submeter’ a tudo o que os sócios decidiram de maneira grosseira e injusta. Ou seja, nos tratam como se fôssemos escravos. Para dizer, sem rodeios nem falsos eufemismos, nos colocam na latrina do Mercosul”,esse foi o trecho onde o Brasil é mencionado.

“O Mercosul, que durante mais de duas décadas foi a principal plataforma de nossa estratégia nacional de vínculo externo, se encontra sem sinal de vida. A profunda crise institucional na que sumiu a arbitrária e ilegal suspensão de nosso país de sua participação nos organismos de decisão do bloco, assim como a brutal violação normativa comunitária que supôs a ilegítima incorporação do gorila bolivariano Hugo Chávez ao mesmo, implicaram uma ferida mortal ao processo de integração regional”, e essa é a parte que citou o líder caraquenho.

O assunto está sendo discutido, hoje (29), em um foro realizado no Banco Central paraguaio, referente às mudanças ocorridas recentemente no país, como a saída do expresidente Fernando Lugo, cujo cargo foi assumido pelo vice, Frederico Franco, no último dia 22 de junho. O que foi visto por líderes estrangeiros e por parte da população como um suposto golpe de estado, porque a decisão de tirá-lo do posto foi votada em pouquíssimas horas pelo Congresso, por causa de um confronto entre fazendeiros e a polícia, que resultou em mortes.

Consequentemente ao golpe, o Paraguai foi excluído de blocos como o Mercosul (Mercado Comum do Sul) e a Unasul (União das Nações Sul-Americanas), cujos governantes não reconheceram o novo líder. Com a saída de Assunção, a Venezuela pode finalmente integrar o primeiro bloco, já que dependia do voto desse país. E por este não fazer mais parte do mesmo, a entrada foi imediata. Na ocasião, aquela nação chegou a ameaçar a recorrer no Tribunal do Mercosul a inclusão de Caracas.

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