quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Comunidade internacional condena atentados nas unidades diplomáticas dos EUA no Oriente Médio

O assassinato aos funcionários da diplomacia norte-americana teria sido um protesto de grupos extremistas, por causa da divulgação de um vídeo que teria ofendido aos fiéis do Islã.

A comunidade internacional condenou, nesta quarta-feira (12/9), os atentados aos escritórios diplomáticos estadunidenses na Líbia e no Egito, na última terça-feira (11), que resultaram na Líbia na morte do embaixador norte-americano Christopher Stevens, que morreu sufocado, depois que homens teriam invadido o local e lançado fogo e bomba. Outros três funcionários morrem na ocasião. Os ataques por grupos extremistas ocorreram depois da divulgação pela internet de um vídeo produzido na Califórnia, no qual fiéis do Islamismo teriam considerado-o uma ofensa ao profeta Maomé.

Através de nota, o secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou o acontecido e também destacou que nada justifica a violência registrada na nação Líbia.

“(...) O Brasil repudia veementemente os ataques e recorda a obrigação de todos os países de observarem o princípio da inviolabilidade das representações diplomáticas e consulares, como determinado pelas Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares, de 1961 e 1963, respectivamente”, manifestou o Itamaraty.

“(...) Aqueles diplomatas não estavam somente servindo aos seus próprios países, Estados Unidos, mas a todo o povo líbio. Eles estavam trabalhando pela paz e estabilidade no futuro”, disse o chanceler inglês, William Hage.

Já para o secretário geral da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza, a violência foi “irracional” e, acrescentou que não havia razões nem políticas nem religiosas para tal “brutalidade”. E finalizou, dizendo que isso denigre o ser humano.

Outros governos também manifestaram condolências e criticado o ocorrido, tais como: Argentina, México, Espanha, Equador e Venezuela.

Imagem: Casa Branca / Divulgação / Creative Commons
O líder estadunidense, Barack Obama, rechaçou a tragédia durante conferência de imprensa no Jardim da Rosa (foto). Já a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse: “Este ataque deveria chocar a consciência das pessoas de todas as religiões ao redor do mundo. Nós condenamos energicamente este ato de violência sem sentido, e enviamos nossas orações aos familiares, amigos e colegas daqueles que perdemos”.

“Como isso poderia acontecer num país que o ajudamos a livrar, a uma cidade que salvamos da destruição?”, questionou a chanceler norte-americana, que estava indignada pela perda de seus funcionários, ao referir-se ao apoio de seu governo para libertar a Líbia do regime do ditador Muamar Kadafi.

Os atentados coincidiram com o aniversário de 11 anos do ataque terrorista às Torres Gêmeas do edifício World Trade Center, na cidade de Nova Iorque.

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