quinta-feira, 29 de novembro de 2012

CBF: Felipão volta a ser técnico; Parreiras é o coordenador

Informação atualizada em 30/11/2012, à 1h39

Comentário de Scolari provoca indignação aos funcionários do Banco do Brasil

Imagem: CBF - Rafael Ribeiro / Reprodução


Luiz Felipe Scolari assumiu oficialmente o posto de técnico da Seleção Brasileira, nesta quinta-feira (29/11), no lugar de Mano Menezes, que foi demitido na última sexta-feira (23). Junto com Felipão, entra Carlos Alberto Parreira, nomeado coordenador da equipe. O anúncio foi feito nesta manhã pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro (foto).

Felipão levou o país ao pentacampeonato, enquanto seu colega Parreira, ao tetracampeonato. Ambos já ingressam com a missão de trazer vitória ao time na Copa das Confederações, no ano que vem, e na Copa do Mundo, e 2014.

Scolari volta ao posto depois de 10 anos, tendo passado durante esse período pela Seleção Portuguesa, Chelsea (no Reino Unido), Bunyodkor (no Uzbequistão) e o Palmeiras.

Mal assumiu o cargo, o novo técnico já estava envolvido em uma polêmica: questionado sobre a inexperiência do atual time e de cobranças que os jogadores poderão sentir durante o Mundial, respondeu: “Se não quer pressão é melhor não jogar na seleção, vão trabalhar no Banco do Brasil, num escritório”, noticiou a Folha de São Paulo. O Banco do Brasil (BB) é patrocinador do vôlei brasileiro e um dos concorrentes do Banco Itaú, patrocinador oficial da CBF.

O BB reagiu ao comentário, em nota, classificando-o de “infeliz”. Segue-a na íntegra: 

“116 mil funcionários todos os dias vestem a camisa do Banco, com as cores do Brasil, e trabalham com dedicação e compromisso para atender com excelência às necessidades de nossos clientes e do nosso País

O Banco do Brasil, junto com todo o povo brasileiro, deseja boa sorte ao técnico Luís Felipe Scolari em seu novo desafio à frente da Seleção, e torce para que as grandes conquistas do vôlei brasileiro, patrocinado pelo BB há mais de 20 anos, inspirem o trabalho da Seleção.  

Entretanto, o Banco do Brasil lamenta o comentário infeliz do técnico Luis Felipe Scolari e afirma que se orgulha por contar com 116 mil funcionários que todos os dias vestem a camisa do Banco, com as cores do Brasil, e trabalham com dedicação e compromisso para atender com excelência às necessidades de nossos clientes e do nosso País.

Para a família BB, planejamento, respeito e organização são os segredos para uma estratégia de sucesso que transforma a pressão do dia-a-dia em motivação para as conquistas e para o apoio ao desenvolvimento do Brasil.”

A retratação

Horas depois de ter feito o comentário, Scolari entrou em contato com o presidente do BB, Aldemir Bendine, para reparar a declaração feita. Disse que era cliente do banco há mais de 30 anos e que não tinha intenção de ofender os funcionários, classificando o discurso como uma “má colocação”. Para o representante da instituição bancária, o incidente já estaria superado.

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