quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Para Unesco, Oscar Niemeyer merece o título de “artista universal”

Imagem: ONU / Reprodução

Oscar Niemeyer, na ONU, em 1947.
A diretora geral da Unesco (órgão das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), Irina Bokova, afirmou que o arquiteto Oscar Niemeyer merecia o título de “artista universal”, nesta quinta-feira (6/12).

“Niemeyer deu edifícios emblemáticos às cidades que amava, centenas de monumentos reconhecíveis por todos nós: em Paris, em São Paulo, no Rio de Janeiro, e claro, em Brasília, obra mestra do urbanismo e da arquitetura moderna, cidade inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco em 1987”, declarou Irina Bokova.

“Fiquei entristecido ao saber da morte de Oscar Niemeyer, figura de destaque e um dos arquitetos da Sede das Nações Unidas em Nova York”, lamentou o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.

“Lembro-me de meu sentimento de admiração ao visitar algumas das suas obras primas modernistas de Brasília, que foram reconhecidos pela Lista de Patrimônio Mundial da Unesco”, complementou o secretário Ban Ki-moon.

A morte de Oscar Niemeyer, ocorrida na noite de ontem (5), repercute no Brasil e no exterior. “Recebemos com tristeza a notícia da morte do arquiteto Oscar Niemeyer. Perdemos o homem que projetou o Brasil no mundo e desenhou as linhas do modernismo brasileiro. Nossos sentimentos à família e aos amigos”, disse em nota o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O ex-presidente Lula, que está na Alemanha para um encontro com sindicalistas, divulgou nota de pesar e comentou que Oscar Niemeyer sempre ficaria “entre nós”, por causa do legado que construiu ao longo da carreira.

O Partido Socialista Democrático Brasileiro (PSDB) também lamentou o óbito e classificou Niemeyer como um “grande profissional, arquiteto talentoso”. Já o Partido Comunista Brasileiro (PCB) optou por lembrar que o arquiteto era um comunista.


Imagem: Roberto Stuckert Filho / 

Palácio do Planalto / Reprodução
De óculos, a viúva de Niemeyer
ao lado da presidenta.
A presidenta Dilma Rousseff decretou sete dias de luto oficial. O corpo dele está sendo velado (foto 2) no Palácio do Planalto – uma de suas obras –, em Brasília, a convite da própria mandatária à viúva, dona Vera. Ainda hoje (6), o corpo retornará ao Rio de Janeiro para uma cerimônia no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura carioca, que decretou três dias de luto oficial. E amanhã (7), por volta das 17h30 do horário brasileiro de verão, será enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Na imprensa internacional, o falecimento do arquiteto repercutiu no argentino “Clarín”; no Chile, pelo diário “El Mercurio”, por exemplo; na Espanha, pelos diários “El País”, “El Mundo”, pela emissora de TV “RTVES”, etc.; no Reino Unido, pelo canal de TV “BBC” e pelo jornal “The Guardian”; no México, pelo “El Economista”; entre outros.


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