sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Chuvas voltam a castigar municípios fluminenses em 2013

Pelo menos Angra dos Reis e Duque de Caxias estão recebendo doações


Imagem: Subsecretaria Comunicação Social 
de Angra dos Reis / Reprodução
Em Angra dos Reis

As fortes chuvas de verão que caem religiosamente todo o início de ano voltaram a fazer estragos em municípios fluminenses, neste início de 2013, tais como: Angra dos Reis, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nova Iguaçu, Petrópolis, Seropédica e Teresópolis.

Angra dos Reis

Imagem: Subsecretaria de Comunicação Social 
de Angra dos Reis / Reprodução
Situação vivida pelos moradores de Angra
Em Angra dos Reis, na região da Costa Verde, que está em estado de emergência, há pelo menos três feridos, 320 pessoas desalojadas, 160 desabrigadas e outras 2.380 evacuadas. De acordo com a Prefeitura, o número de desalojados tem diminuído, uma vez que as pessoas têm deixado os abrigos para ficar na casa de parentes.

Nove casas foram destruídas e outras 38, danificadas, de acordo com o balanço emitido pelo governo do estado, na manhã desta sexta-feira (4/1). Outras 85 residências foram interditadas por medida de prevenção. “Ainda há cerca de 150 vistorias a serem realizadas”, afirmou a Prefeitura.

O rio Perequê, no distrito de Mambucaba, transbordou. Também houve uma enxurrada no rio Caputera. O volume de chuva foi de 212 mm em 24h, o equivalente ao esperado para todo o mês de janeiro.

Foram enviados água, colchonete e cobertores. Um posto de doação está sendo montado pela Secretaria de Ação Social da cidade, no Colégio Estadual Dr. Artur Vargas, na Rua Coronel Carvalho, n° 230, no Centro.  As autoridades pedem água, alimentos não perecíveis, roupas e produtos de higiene.

Belford Roxo

Em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, por exemplo, foram registrados até o momento 550 desalojados e oito desabrigados.

Os rios Botas, Iguaçu e Sarapuí transbordaram. O nível do rio Capivari está muito alto, o que estaria impedindo o deságüe dos outros rios mencionados. Também houve inundações em vários pontos nas ruas.

Duque de Caxias

Duque de Caxias, também na Baixada Fluminense, é até então o município mais afetado pelos problemas ocasionados pelas chuvas: pelo menos uma pessoa morreu. Mil estão desalojadas e outras 270, desabrigadas, que estão em seis abrigos. Há também uma considerada desaparecida.

Pelo menos 45 casas foram destruídas e outras 200, danificadas. Os problemas ocorreram no distrito de Xerém, na subida para a serra de Petrópolis, município vizinho também afetado. Pelo facebook, o novo prefeito Alexandre Cardoso recomendou aos afetados, que busquem abrigo na Igreja Wesleyana, no bairro de Xerém.

Os rios Capivari, Inhomirim e Saracuruna transbordaram, deixando várias ruas completamente alagadas. Em algumas, o nível da água chegou próximo ao teto das casas.

Em Caxias, a situação pode ter se agravado devido ao acumulo de lixo provocado pela falta de coleta de lixo, que não ocorre há três meses, durante a gestão do então prefeito Zito, que terminou na última terça-feira (1). O volume d’água caído na região de 208 mm em 24 horas, o equivalente ao esperado para todo o mês de janeiro, disseram os agentes da Defesa Civil estadual.

Foram enviados kits de higiene, kits de cama e colchonetes. A cidade também está recebendo um kit calamidade capaz de atender a 500 pessoas, que contém medicamentos básicos, antibióticos, hipoclorito de sódio, álcool etc. O hipoclorito de sódio é utilizado para a desinfecção da água para o consumo humano.

Cartilhas também serão distribuídas aos moradores da região sobre os cuidados e prevenção à leptospirose, uma doença provocada pela urina de ratos.

A Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), do governo do estado, está recebendo donativos para ajudar aos caxienses vítimas das chuvas. Os mesmos serão entregues à Secretaria de Assistência Social do município, localizada na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, n° 1.618.

É possível colaborar com produtos de higiene e alimentos, roupas de cama, fraldas para as crianças e alimentos não perecíveis, como: água, leite, arroz, feijão, macarrão, óleo etc.

Veja os endereços de entrega das doações:

Serviço Social da Faetec: Rua Clarimundo de Melo, nº 847, Quintino Bocaiúva – Rio de Janeiro

Cetep Duque de Caxias - Rua Pastor Belarmino Pedro Ramos, 89  - Centro - Duque de Caxias 

ETE Imbariê - Rua Almirante Cochrane, s/nº - Santa Lúcia - Imbariê - Duque de Caxias 

Cetep Xerém - Estrada do Xerém, 2001 - Xerém - Duque de Caxias 

CVT Parque Muísa - Av. Presidente Kenedy, 10.036 - Parque Muísa - Duque de Caxias

Mangaratiba

Já em Mangaratiba, na Costa Verde, por exemplo, há pelo menos 90 desalojados.

Uma edificação foi destruída e outras cinco, danificadas. Em Constância, uma casa ficou destruída devido ao desabamento de um muro.

A região de Muriqui ficou alagada. Houve um deslizamento em Fazenda Inhaíba, RJ-014, Ribeira, Axixa, Parque Bela Vista, Palha e Cachoeira I e II. E também o rolamento de pedras na Estrada Junqueira, na BR 101.

Foram enviados água, kits cama e colchonete  aos desalojados.

Nova Iguaçu

Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, se registrou até então o transbordamento do Rio Botas.

Petrópolis

No município de Petrópolis, na Região Serrana, há pelo menos 30 desalojados.

Três casas foram destruídas e outras quatro apresentaram danos.

Os rios Bingen e Piabanha transbordaram. Houve também escorregamentos nos bairros São Sebastião, Alto Independência e Siméria. Nestes dois últimos, por exemplo, foram montados pontos de apoio e abrigos.

Kits de higiene, de cama e colchonetes foram enviados.

Seropédica

Em Seropédica, na Baixada Fluminense, pelo menos 35 pessoas tiveram que ser desalojadas. 17 casas foram danificadas.

Houve uma enxurrada no Rio dos Bois.

Teresópolis

Teresópolis, na Região Serrana, tem até o momento 50 desalojados.

O rio Paquequer transbordou. Ruas no Alto, em Caxangá, no Vale da Revolta e na Várzea ficaram alagadas. 

Criação do Gabinete de crise

Ontem (3/1), o governador Sérgio Cabral determinou a criação de um Gabinete de Crise no Centro Estadual de Gestão de Desastres (Cestad), na sede da Defesa Civil estadual, na Praça da Bandeira.

Os agentes da Defesa Civil vão acompanhar a situação dos municípios e também estão em alerta para outros, como Nova Friburgo, por exemplo, que no ano passado foi fortemente atingido pelas chuvas.

Os leitores que tiverem informações e imagens sobre as tragédias, poderão enviar e-mail para: leiturasubjetiva@gmail.com.

Leia também:

Educação: alunos de municípios fluminenses afetados pelas chuvas terão matrículas na rede estadual confirmadas automaticamente para 2013

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