terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Brasil condena teste nuclear feito pela Coréia do Norte

Ensaio nuclear teria gerado um terremoto de 5,1 graus na escala Richter

O Itamaraty condenou, nesta terça-feira (12/2), o ensaio nuclear subterrâneo realizado pelo governo norte-coreano às 11h57 locais (0h57 no horário brasileiro de verão) de hoje. O mesmo teria gerado um forte e incomum terremoto de 5,1 graus Richter, que foi registrado pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS, sigla em inglês). O fenômeno se localizou a 1 km de profundidade a 34 km ao oeste-noroeste de Hau-ri, e a 42 km ao norte-noroeste de Kilju.

“O Governo brasileiro tomou conhecimento com preocupação do novo teste nuclear conduzido pela República Popular Democrática da Coreia. O Governo brasileiro conclama a RPDC a cumprir plenamente as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança e contribuir ativamente para criar as condições necessárias à retomada das negociações relativas à paz e segurança na Península Coreana”, disse em nota.

Imagem: Google Mapas


Região onde ocorreu o abalo, marcada com a seta verde.

Esse já é o terceiro teste realizado pelas autoridades asiáticas. O mesmo foi criticado por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU, pelo fato de o país ter violado ao menos três resoluções: 1718 (de 2006), 1874 (de 2009) e 2087 (de 2013), depois que a Coréia do Sul convocou uma reunião emergencial.

A ação também foi criticada secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, quem afirmou que isso poderia ter um “impacto negativo” para a estabilidade regional [em referência à vizinha sul-coreana].

Para o chanceler britânico, William Hague, os exercícios “balísticos” de Pyongyang representariam uma grave ameaça à segurança internacional.

O governo espanhol também criticou o teste e afirmou que a nação comunista estaria “desafiando os esforços internacionais na luta contra a proliferação, assim como a paz e a estabilidade regionais”, e clamou ao país a obedecer o Tratado de Não Proliferação ante à Organização Internacional de Energia Atômica (OIEA) e que assine o Tratado de Proibição Completa de Ensaios Nucleares.

Seul informou que pretende elevar o nível de segurança militar no país ante uma possível ameaça norte-coreana.

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