domingo, 17 de fevereiro de 2013

Equador: presidente Correa é reeleito por mais quatro anos

Seguindo os passos de seu homólogo venezuelano, Hugo Chávez, é reeleito pela segunda vez, dedicando sua vitória.

Imagem: Wikipedia / Divulgação / Creative Commons


Posse em 2007
O presidente do Equador, Rafael Correa (foto), foi reeleito por mais quatro anos nas eleições deste domingo (17/2), com aproximadamente 60 por cento dos votos. Sua nova gestão começa no dia 24 de maio, de acordo com o canal local de TV “Teleamazonas”.

“Essa vitória é de vocês!!!”, disse o mandatário, que no momento comemora sua vitória na sacada do Palácio de Candorelet, sede do governo. A reeleição está sendo um dos assuntos mais falados no Twitter daquele país com a hashtag “Ganó Correa” (em tradução livre significa “Venceu Correia”).

Em seus primeiros discursos agora há pouco, ele considerou sua reeleição uma derrota à imprensa “mercantilista”, atacando-a de interferir nos casos judiciais, e acrescentou que o país precisaria de uma lei de comunicação para regular supostos excessos de alguns meios.

Cerca de 11,6 milhões de equatorianos iriam às urnas, sendo 285.753 residentes no exterior. 84 consulados em países da América Latina, América do Norte, Europa, Ásia, África e Oceania foram utilizados como colégios eleitorais. A maior presença do eleitorado se registrou na Espanha e na Itália, segundo a chancelaria.

A jornada eleitoral começou às 7h locais (9h em Brasília) com encerramento às 17h (19h no Brasil). Por causa do mau tempo, algumas urnas contendo os resultados demoraram a chegar ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE). No último sábado (16), por exemplo, um lugar de votação na ilha de Galápagos foi inundado, tendo que mudar o endereço do mesmo. 

A nação sul-americana realizou eleições para presidente e vice, para o Parlamento nacional e nos estados e para o Parlamento Andino. Este último é um órgão formado pelos países da Comunidade Andina (Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela), com sede em Bogotá. Essa entidade sul-americana foi uma das observadoras eleitorais, assim como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Correa assumiu o poder em 2007, sendo que em 2009, quando houve mudanças na Constituição, foi reeleito pela primeira vez até 2013, e novamente pela segunda vez, desse modo seguindo os passos de seu colega venezuelano, Hugo Chávez, a quem dedicou sua vitória. Durante seu governo, também se envolveu em algumas questões polêmicas tais como: ter concedido asilo político em sua embaixada em Londres ao dono do portal Wikileaks, Julian Assange; expulsar uma embaixadora norte-americana de seu país, após revelações do mesmo portal, de que Washington supostamente fazia espionagem na nação sul-americana; o processo judicial contra os jornalistas do diário “El Universo”, por causa de um artigo que o classificava de “ditador”; e recentemente, teria advertido a um jornal que poderia processá-lo por “falsidade”, porque o mesmo divulgou supostas irregularidades de seu primo Pedro Delgado, quem era presidente do Banco Central, publicou o site “Opinólogo”.

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