quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

ONU quer que Venezuela libere juíza detida desde 2009

María Lourdes Afiuni está detida desde 2009, por dar liberdade condicional a banqueiro crítico ao chavismo.

Especialistas de direitos humanos das Nações Unidas (ONU) determinaram, nesta quinta-feira (14/2), que as autoridades venezuelanas liberassem de imediato a juíza María Lourdes Afiuni. Ela está detida desde dezembro de 2009, após ter concedido liberdade condicional ao banqueiro Eligio Cedeño, um crítico ao governo de Hugo Chávez e acusado por supostos crimes de evasão de divisas e estelionato. Naquela ocasião, a magistrada estaria cumprindo uma solicitação da ONU para libertá-lo, por considerar sua prisão “arbitrária”.

Na época em que a juíza foi detida, o presidente a classificou como “bandida” e exigiu que ela cumprisse pena de 30 anos. Até hoje não houve um julgamento. Ela ficou por mais de um ano detida no Instituto de Orientação Feminina, onde teria sofrido supostos abuso sexual, agressões e intimidação. Em 2011, foi conduzida à prisão domiciliar. A ONG de direitos humanos “Human Rights Watch (HRW) denunciou que ela não teria recebido o tratamento médico adequado.

Para os relatores das Nações Unidas, o governo precisa investigar com imparcialidade as denúncias apresentadas contra María Afiuni e compensá-la “sem demora” por isso. Eles afirmaram que sua prisão representaria uma “grave” intromissão contra a independência do sistema judiciário do país.

Em seu perfil oficial no Twitter, a magistrada se definiu como uma “sequestrada” por ordem do líder sul-americano, ao considerar o banqueiro como um “preso político”.

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