segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Wikileaks: saúde de Dilma Rousseff foi motivo de espionagem durante eleição presidencial

Quase ninguém do PT a queria como candidata; sua escolha poderia ter sido impulsada por falta de pessoas “qualificadas”.

O câncer da presidenta Dilma Rousseff teria reaparecido em 2010 – ano que disputaria a eleição presidencial –, e o Partido dos Trabalhadores (PT) estaria tentando esconder, para não atrapalhar a campanha.  Pelo menos foi o que apontou um e-mail da Stratfor – uma agência privada de espionagem estadunidense com sede no Texas –, datado de fevereiro daquele ano e publicado pelo portal Wikileaks, no último dia 13.

“Eu estava conversando com um médico oncologista, que conhece alguns dos médicos da equipe que está tratando de Dilma Rousseff, a candidata a presidente. Seu linfoma está de volta e o partido no poder está desesperado tentando escondê-lo. De qualquer forma, parece que a oposição já sabe disso. Eu acho que esse tipo de encobrimento, pelo menos em um nível tão alto (e com a política envolvida ...) é muito difícil (...); se isto for verdade (a notícia sobre a doença dela), poderia causar estragos no partido e facilmente decidir as eleições em favor de [José] Serra [do PSDB], esse foi um trecho do documento.

Ao que parece, a mandatária pode ter sido suposta vítima de espionagem. O nome do médico não foi divulgado. A mensagem ainda dizia que um grande problema no PT é que não haveria pessoas “qualificadas” na política, o que poderia ter impulsado a escolha de Lula por ela.

“Por uma questão de fato, sua [de Dilma Rousseff] candidatura sempre foi uma dor de cabeça (...); quase ninguém no partido a queria, a maioria deles não gosta dela”, continuaram as supostas revelações que, incluíram que ela seria considerada “impopular” no começo.

Tais revelações fazem parte de uma nova série de publicações referentes ao período de 2004 a 2011, que se iniciou no dia 27 de fevereiro de 2012, dando amplo destaque à América Latina, em especial o Peru.

Em 2009, quando ainda era ministra-chefe da Casa Civil durante o segundo governo de Lula, Dilma Rousseff teve um câncer linfático, mas já estaria curada, após tratar-se no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Não foi apenas a saúde da líder brasileira que teria sido investigada. Até o estado “mental” de sua homóloga argentina, Cristina Kirchner, também teria sido objeto de suposta espionagem. Na ocasião, ela debochou do governo norte-americano e criou uma lei que dava autonomia a pessoas com problemas mentais sobre si mesmas.

O Wikileaks começou a revelar documentos secretos, especialmente os da diplomacia dos Estados Unidos, a partir de 2010, o que na época foi uma dor de cabeça para a então secretária de Estado, Hillary Clinton, e para o presidente Barack Obama. Desde então, tem sido vítima de perseguição, tendo contas bloqueadas e seu criador, Julian Assange, asilado na Embaixada do Equador, em Londres, acusado de supostos delitos sexuais pelo governo sueco, apesar de não existir acusação formal por parte das supostas vítimas.

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