quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Xuxa ainda não se livrou dos problemas com seu antigo “amor”

Informação atualizada em 06/02/2013, às 18h57

Apresentadora vence processo judicial, impedindo a distribuição do filme “Amor, Estranho Amor”.

Imagem: Wikipédia / Divulgação /
Creative Commons
A apresentadora Xuxa Meneghel (foto) ganhou uma causa contra a Cinearte Produções, nesta terça-feira (5/2), impedindo que o filme “Amor, Estranho Amor”, no qual foi protagonista, fosse relançado e distribuído pela mesma. A decisão foi do juiz da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

A Cinearte alegou que o contrato de oito anos dos direitos da artista teria expirado em 2009. Anualmente, Xuxa depositava 60 mil dólares (cerca de R$ 119 mil), para que o material não fosse comercializado. Mesmo após o encerramento do mesmo, a Rainha dos Baixinhos teria continuado fazendo os depósitos por mais de 18 anos.

De acordo com os autos do processo, em 2009, a Cinearte teria tentado renegociar o valor do pagamento, ao cobrar R$ 240 mil, alegando desvalorização cambial como justificativa. No fim daquele ano, a Cinearte teria dito à Xuxa Produções Artísticas – empresa da atriz – que estaria livre para “firmar outros compromissos”, com isso não haveria mais acordo.

Xuxa continuou fazendo depósito de aproximadamente R$ 104 mil, mas a produtora que detém os direitos do vídeo não teria aceitado o pagamento, o que fez com que a apresentadora pedisse antecipação de tutela, na tentativa de impedir que a Cinearte negociasse a obra com terceiros. O depósito mais recente, feito em 2012, foi de uns R$ 119 mil.

“O pedido foi aceito em primeira instância e confirmado em sentença, negando recurso da distribuidora. Agora, o recurso da Cinearte voltou a ser negado”, acrescentou o TJRJ.

O “amor” que assombra Xuxa por mais de 30 anos

“Amor, Estranho Amor” é um filme de pornochanchada produzido em 1982, no qual ela protagonizava uma prostituta que se relacionou sexualmente com um garoto de 12 anos, que era filho da dona do bordel onde trabalhava. Esta foi interpretada por Vera Fischer. Na época, Xuxa tinha 19 anos.

O filme é uma sombra no passado da artista, que não consegue desvincular sua imagem à película da década de 80, sem que haja algum tipo de ironia por seu título de Rainha dos Baixinhos.

Em junho do ano passado, por exemplo, o Google venceu uma disputa no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a cantora, que já tinha processado a empresa, por causa de certas buscas que associavam seu nome à pedofilia. Em primeira instância, a Justiça carioca tinha dado ganho de causa a ela, fazendo com que a empresa estadunidense restringisse esse tipo de busca relacionada, inclusive impondo uma multa de R$ 20 mil para cada busca. O STJ entendeu que não há como controlar os conteúdos postados em tantos sites, tampouco “acionar” cada uma das páginas consideradas com materiais inadequados. E entendeu também que, mesmo de forma gratuita, existia uma relação de consumo entre o buscador e os internautas, e que isso deveria ser respeitado.

Já em 2011, durante um evento de cinema em Los Angeles, nos Estados Unidos, no qual se exibiu uma de suas obras, “Super Xuxa contra o baixo-astral”, a apresentadora foi classificada como a “atriz pornô-leve”.

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