domingo, 10 de março de 2013

Venezuela: eleição presidencial será no dia 14 de abril

Informação atualizada em 10/03/2013, às 16h20

O vice de Hugo Chávez, Nicolás Maduro, assume a Presidência e escolhe como braço direito o genro do líder falecido.

Imagem: Wikipedia /
Reprodução / Creative Commons


O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) determinou, neste sábado (9/3), nova eleição presidencial no próximo dia 14 de abril, conforme determina a Constituição em caso de morte do presidente, cuja convocação deveria ser feita em até 30 dias após o óbito. Hugo Chávez morreu na última terça-feira (5), devido a um câncer na região pélvica.

Quem assumiu o lugar do mandatário interinamente foi seu vice, Nicolás Maduro (foto), na última sexta-feira (8), na Academia Militar de Caracas ante o presidente do Congresso, Diosdado Cabello. Ele colocou como seu braço direito (vice) Jorge Arreaza, que até então ocupava o cargo de ministro de Ciência e Tecnologia e é casado com Rosa Virgínia, uma das filhas de Chávez. Maduro fez o juramento constitucional diante do corpo do líder caraquenho. A oposição não compareceu à cerimônia em protesto, por considerar que quem deveria assumir o cargo temporariamente era o presidente da Assembleia Nacional (AN), Diosdado Cabello, em razão de ser a primeira opção sugerida na lei maior do país. Cabello foi presidente da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), uma entidade governamental fiscalizadora dos meios de comunicação.

Antes de viajar a Cuba para a quarta e última cirurgia, em dezembro passado, Hugo Chávez disse que se não pudesse tomar posse do cargo em janeiro deste ano, que recomendaria Nicolás Maduro para ocupar o posto em nova eleição.

Muito antes de chegar à vida política, Nicolás Maduro trabalhava como condutor no metrô da capital venezuelana. Atualmente, está casado com a procuradora-geral da República e ex-deputada, Cilia Flores.

Logo mais, o principal rival de Hugo Chávez na eleição ocorrida no último dia 7 de outubro, Henrique Capriles, do partido Movimento Unidad Venezuela (MUD), responderá se vai concorrer ou não com Maduro – do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), o mesmo do falecido governante –, no próximo dia 14 de abril. Capriles foi reeleito a governador no estado de Miranda em dezembro passado.

O CNE convidou a União das Nações Sulamericanas (Unasul) na qualidade de observador internacional para acompanhar as eleições no país. A Venezuela faz parte desse bloco.

Funeral
Imagem: Minci / Reprodução

Multidão se despedindo de Hugo Chávez

O funeral de Chávez ocorreu na última sexta-feira (8) com a presença de chefes de governo de mais de 50 países, entre eles os principais líderes da América Latina, tais como: Dilma Rousseff (Brasil), Cristina Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), José Mujica (Uruguai), Raul Castro (Cuba). O ex-presidente Lula também estava presente, de acordo com as autoridades locais.

Na Venezuela, a presidenta Dilma Rousseff foi recebida pelo chanceler Elias Jaua, quem já ocupou o cargo de vice-presidente do país durante o governo chavista.

Durante os dias 6, 7 e 8 deste mês, a população pôde se despedir do líder venezuelano na Academia Militar de Caracas. As ruas do país foram tomadas por milhares ou até milhões de simpatizantes chavistas (foto 2) motivados pelo sentimento de tristeza.

Em Washington (EUA), por exemplo, latinos simpatizantes também saíram às ruas em homenagem ao mandatário.

O corpo de Chávez poderá ser visto ainda por mais sete dias, já que foi embalsamado. E depois seria levado a um mausoléu no Quartel de la Montaña, no bairro 23 de Enero – em português seria 23 de Janeiro –, lugar onde marcou o início de sua trajetória política com o fracassado golpe de Estado em 1992 contra o então presidente Carlos Andrés Perez, divulgou o diário espanhol “ABC”.

Em homenagem ao presidente latinoamericano, o governo iraniano teria apresentado um selo comemorativo, que será lançado a partir do próximo dia 21 de março, início do Ano Novo persa. O chefe de Estado islâmico, Mahmoud Ahmadinejad se despediu de Hugo Chávez em Caracas, ao beijar o caixão, segundo o jornal venezuelano “El Universal”.

O falecido líder venezuelano nunca chegou a tomar posse de seu terceiro mandato, devido à doença, tendo seu juramento adiado para uma ocasião mais oportuna pelo Tribunal Superior de Justiça (TSJ) em comum acordo com a Assembleia Nacional.

Leia também:

Hugo Chávez diz que está com câncer

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