terça-feira, 30 de abril de 2013

Site do Conselho Federal de Medicina é atacado por hackers

Imagem: Reprodução / Adaptação: LEITURA SUBJETIVA
 
O portal do Conselho Federal de Medicina (CFM) foi atacado por hackers. Quando se acessava o site por volta das 2h30 desta terça-feira (30/4), aparecia uma página (foto) com fundo preto e raios, o retrato da presidenta Dilma Rousseff com a faixa presidencial e um texto pedindo explicações sobre gastos do governo federal com cartões corporativos totalizando R$ 59,6 milhões em 2012. Mais abaixo, uma frase com letras grandes e tudo em maiúsculas: “SAÚDE PÚBLICA BRASILEIRA, VERGONHA NACIONAL (sic)”. Não se sabe se a ação foi feita por um indivíduo ou grupo, mas que se intitula “HighTech Brazil HackTeam”.
 
Na mesma página, há um link para o perfil @AlfabetoVirtual no Twitter. Nessa rede social,  seu autor ou seus autores afirmam que o site teria sido atacado há cerca de duas horas. Nota-se em publicações antigas contendo reportagens da grande imprensa uma suposta perseguição à entidade médica.
 
Já no portal, há o seguinte texto, publicado na íntegra:
 
“Saúde pública brasileira, vergonha nacional!
 
Existe uma estatística vergonhosa na saúde pública brasileira,
Que as autoridades municipais, estaduais e federais costumam ocultar,
Uma população humilde jogada em cima de macas frias nos corredores dos hospitais,
Que não conseguem um atendimento decente e, não conseguem nunca se internar.
 
Os números macabros, marcados por tristes sofrimentos,
Que de tão assustadores, chegam a nos envergonhar,
Faltam vagas nas enfermarias e nos quartos,
E quando se trata de leitos e vagas no CTI, nem pensar.
 
As falsas promessas de campanha nunca são cumpridas,
Enquanto isso os desvios de verbas da saúde costumam pipocar em tudo que é lugar,
E assim o câncer da corrupção que é imenso,
Continua a se alastrar.
 
A população brasileira está envelhecendo mais depressa,
Precisando mais do que nunca de um atendimento médico hospitalar,
Hoje em dia, só se fala em construir centros médicos, tipo UPAS, subaparelhadas,
Em detrimento de construções de grandes hospitais e, assim eles vão tentando nos enganar,
 
Dos poucos hospitais existentes, nunca há vagas,
Disponibilidades de horários de consultas, ninguém consegue marcar,
A fila de espera é quilométrica,
E assim, muitas pessoas morrem sem terem uma chance de se consultar.
 
Os exames laboratoriais demoram uma eternidade,
Uma avaliação correta do estado clínico do paciente só surge quando ele começa a enfartar,
Parece que tudo é feito na base do improviso,
E o tal do exame preventivo ninguém consegue realizar.
 
Dizem que erro médico o cemitério encobre,
Mas que culpa tem o médico se o estado não lhe dá condições mínimas para trabalhar,
Mas, e o genocídio e a eutanásia na saúde pública?
Esses são mais fáceis de diagnosticar.
 
Diante de toda essa crise generalizada na saúde pública,
Que os governantes insistem em camuflar,
As redes particulares de saúde que, não param de crescer, vão bem obrigado!
Porque só pensam em faturar.
 
Todo brasileiro que consegue ter um plano de saúde,
Está mais despreocupado, mais mesmo assim, também, costuma se decepcionar,
Paga o seu plano por uma vida inteira,
E quando precisa de um procedimento médico mais caro, costumam lhe negar.
 
As Agências Reguladoras de Saúde também são uma decepção,
Não monitoram nada e nunca conseguem fiscalizar,
E assim, como se pode ver, o governo costuma falhar em todas as instâncias,
E diante de toda essa inoperância, só nos resta botar a boca no trombone e começar a protestar....
 
gr33tz”
 
De acordo com a ONG Contas Abertas, a cifra gasta corresponderia apenas ao ano de 2012. Apenas a Presidência da República seria responsável por R$ 17,7 milhões, dos quais R$ 17,1 para despesas secretas. Cerca de R$ 11,8 milhões teriam sido gastos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Em 2011, o governo federal utilizou R$ 58,7 milhões.
 
Em 10 anos, o governo federal teria gasto R$ 476 milhões. O uso desse cartão deveria ser feito apenas para despesas excepcionais ou de pequeno vulto.
 
“(...) Em 2008, o uso de cartões de pagamento pelo governo federal ganhou as manchetes brasileiras após denúncias de uso indevido do “dinheiro de plástico. As suspeitas resultaram em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Sob críticas da oposição, a CPI dos Cartões Corporativos isentou todos os ministros do governo Lula acusados de irregularidades no uso dos cartões.
 
O caso, entretanto, provocou a queda da então ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro. Em 2007, as despesas de Matilde com o cartão corporativo somaram R$ 171 mil. Desse total, a ex-ministra gastou R$ 5 mil em restaurantes e R$ 461 em um 'free shop'”, lembrou a ONG.
 
Em 2008, por exemplo, o ex-ministro do Esporte Orlando Silva teria comprado uma tapioca de R$ 8,30 com o cartão corporativo. Na ocasião, alegou que teria sido um suposto engano. O valor chegou a ser recolhido, publicou a “Folha de São Paulo”.
 
O cartão de cartão corporativo para a Presidência teria sido criado em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, com a finalidade de tornar a gestão de recursos mais moderna.

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